sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Força Bruta

Flagelado na concepção,
Criado em meio à violência,
Instituíram a transgressão,
Formas de governo em decadência.

Costuraram sua deformação,
Nutriram sua imprudência,
Sem alusão, sem referência.

Força Bruta !
Abruptamente me conduz.
Sigo a conduta,
Clones sangrentos é o que se produz.

Traduz a luta,
Combate a parte,
Declarada a guerra civil;
Centenas de bonecos marchando,
Algo que nunca se viu.

Ordens são covardes
E não se discute,
Os seguidores são zumbis
Ascendendo o pavio.

Robôs são neutros.
Humanóides a poucos metros do Gran Finale.
Dos males o maior, e o que é pior ? É que é pior !

Força Bruta !
Abruptamente me conduz.
Sigo a conduta,
Clones sangrentos é o que se produz.

(Compositor: Michel F.M.) ©

domingo, 23 de outubro de 2011

Manipuladores (mentores da mentira)

Desde quando nós,
Desatamos nós,
Superamos sós,
Silenciando a voz.

Sendo jurados e réus,
Atuamos deliberadamente,
Aturamos displicentemente,
Alteramos indiscriminadamente
O ambiente em que habitamos.

Nós desatamos nós,
Nós atuamos sós,
Sós aturamos nós,
Nós alteramos vós.

Manipuladores, mentores da mentira.

Manipulando com deboche,
Ventríloquos, fantoches,
Marionetes, bonecos.
Comentários ilógicos,
Num papel higiênico,

Domínio da arte cênica, do ar cínico.
Arsênico ao anêmico mímico.

Arquétipos irônicos,
Ventríloquos, fantoches,
Marionetes, Bonecos,
Manipulados pelos mentores.

Manipuladores, mentores da mentira.

(Compositor: Michel F.M.) ©

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Patentes Manchadas

Suavemente dilacerados,
Eletrificados ao vosso desígnio.
Sobre os ombros, escombros,
Sob a moral, o indigno.

Mortalhas retorcem moinhos,
Calando nossa ronquidão,
Malhas sufocam os espinhos,
Mantas da inexpressão.

Nas Patentes Manchadas
Coloquemos alvejante.
Hemorragias estancadas
No Inanimado Militante.

A carne, o sangue e a mamata,
O alvará e a demência implantada,
Simulada a existência pacata,
Empurrão pra masmorra maquiada.

A sangueira estancada,
A cegueira velada,
A estribeira perdida,
Decaída e vedada.

Destroços e princípios,
Para os is os seus pingos,
No escárnio rendido,
A sangria, o respingo.

Na psicose do gringo,
Fragilizando e ferrando,
Contra a pólvora, o xingo.

Sócios em consórcios,
Em que estragos são negócios,
Militarismo e Sacerdócio,
Exercício do ócio, ócios do ofício.

Após as trincheiras,
Recém afrouxadas,
O militante padece,
Em Patentes Manchadas.

(Compositor: Michel F.M.) ©

sábado, 25 de junho de 2011

Sindicato das Bruxas

Eras de tradição
Se afunilaram entre as unhas,
Acusaram mulheres sábias
De reles feitiçaria,

A idade era média,
Mas agiam como múmias,
O populacho era adestrado
Pra fazer o que o rei queria.

Prevalece a ignorância,
Viva a monarquia !
No entanto eu prefiro
O movimento da anarquia.

República é um vislumbre
E o comunismo também,
Por isso entrei pro partido
Das Bruxas de Salém.
Mas...

O sindicato das bruxas fechou,
E agora o que vai ser
Dessa nobre profissão ?
O sindicato das bruxas
Encerrou a filiação.

No ofício de ladrão,
Tem até eleição,
Auxilio paletó,
Ticket refeição.

Enquanto as bruxinhas
Se equilibram no condão,
Seus inquisidores voam de avião.

O sindicato das bruxas fechou,
E agora o que vai ser
Dessa nobre profissão ?
O sindicato das bruxas
Encerrou a filiação.

Mas nem tudo tá perdido,
Nesse mundo de heresias,
Vô acendê uma fogueira
E juntar a bruxaiada,
Vamo fazê um churrasco
E dá uma proseada.

(Compositor: Michel F.M.) ©